terça-feira, 11 de novembro de 2014
Câmara Municipal de João Pessoa discute a importância da prevenção do câncer de mama
A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou na tarde desta segunda-feira (10), uma sessão especial que discutiu a importância do exame de mamografia para prevenção do câncer de mama. A discussão foi proposta pelo vereador Lucas de Brito (DEM) que defende o direito das mulheres de fazerem o exame de mamografia bilateral e se mostra contra a Portaria 1.243 do Ministério da Saúde. De acordo com a norma, o exame fica limitado a uma única mama para mulheres a partir de 40 anos e liberado para as duas mamas apenas quando a paciente tiver 50 anos ou mais.
Compuseram a mesa diretora dos trabalhos o propositor da audiência; a vereadora Elisa Virgínia que secretariou a sessão; a coordenadora da Secção Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Tânia Lucena e a mastologista integrante da ONG “Amigos do Peito”, Eulina Helena Ramalho. Também participaram da discussão o vereador Roni Mendes (PDT) e diversos profissionais da área de saúde da Capital.
Durante a sessão especial, Lucas de Brito lembrou que apesar de a sociedade se empenhar em manifestações e programações alusivas à Campanha “Outubro Rosa”, que estimula a prevenção do câncer de mama, o Governo Federal lança uma medida que demonstra um retrocesso na saúde pública. O parlamentar lembrou que o Congresso Nacional e o Senado, em 2008, discutiram exaustivamente esse tema, garantindo a mamografia bilateral a partir dos 40 anos para todas as mulheres.
O vereador reiterou que defende o direito das mulheres fazerem o exame de mamografia bilateral e se mostrou contra a portaria 1.243 do Ministério da Saúde (MS). “Pedimos uma resolução diferente dessa que exclui, sem critérios científicos, tantas mulheres que necessitam ter acesso a esse exame. Estão negando o direito de centenas de milhares de mulheres de idade entre 40 e 49 anos”, defendeu Lucas de Brito.
Eulina Helena Ramalho parabenizou a Casa por levantar a discussão. A médica enfatizou que é preciso agilizar o acesso aos exames de detecção, assim como também, o início do tratamento que deverá ser, estabelecido por lei, em até 60 dias após o descoberta do diagnóstico. Ela defendeu a necessidade de se criar uma rede organizada para agilizar todo o processo de realização dos exame e a concretização do tratamento. Ainda segundo a mastologista, todas as mulheres, a partir dos 40 anos precisa ter acesso a mamografia para, caso necessário, iniciar o tratamento o mais rápido possível para obter êxito na luta contra o câncer.
Já a coordenadora da SMS enfatizou que a secretaria busca agilizar o processo de detecção de câncer na cidade e disponibiliza cerca de 8.592 mamografias por mês na Capital, além de procurar organizar o processo de tratamento dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Hospital das Clínicas para garantir a melhor atenção as portadoras de câncer na Paraíba.
Ao final da sessão, Lucas de Brito afirmou que vai elaborar um documento, com as prerrogativas apresentadas durante a discussão. O documento será encaminhado a bancada paraibana no Congresso Nacional. De acordo com o vereador, os parlamentares precisam lutar em favor da revogação da portaria que limita o exame de mamografia. “É preciso fazer valer a lei de 2008 que preconiza o exame de mamografia para todas as mulheres a partir dos 40 anos”, defendeu.
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